Edição: 102 - Mês: Agosto - Ano: 9

Editorial

 

Como lidar com a dor

A atriz Cissa Guimarães deve estar passando por um momento muito difícil depois da morte de seu filho, Rafael, de 18 anos, ocorrida no mês passado por atropelamento no Rio de Janeiro. Neste momento, outras pessoas estão dilaceradas e sofrendo demasiadamente por uma dor emocional, se é que podemos assim classificá-la. Não pela morte física de um ente, mas pelo abandono de seu cônjuge.
Se a dor emocional desestabiliza, o que dizer daquela manifestação lancinante provocada, por doenças como o câncer? A dor oncológica é mesmo terrível, mas será que é maior que a perda de um filho ou da separação conjugal? Para muitas pessoas a resposta é mais que óbvia. Vale lembrar: óbvia do ponto de vista pessoal, e não pelo respaldo científico, porque a aferição da dor não é algo tangível como a análise dos níveis de colesterol e triglicérides ou da pressão arterial.
Dá pra deduzir que qualquer tipo de dor é desagradável. A julgar sua intensidade, no entanto, pela forma que se apresenta é algo mais complicado, porque se trata de uma questão subjetiva. O que pra uns é considerado insuportável, outros podem interpretar como algo ínfimo. Então, existem pessoas fortes e pessoas fracas? Pode até existir, mas, neste caso, o termo que mais se encaixa é a capacidade psíquica que muitas têm em lidar com o sofrimento.
A protagonista da reportagem de capa deste mês, por exemplo, é uma mulher de idade avançada e que apresenta um vasto histórico de dor em todos os sentidos. Quem convive com ela pode afirmar que de fato ela é uma verdadeira guerreira. Sabe aquela pessoa que, literalmente, vence os contratempos no cansaço? Pois bem, dona Santinha Ravagnani de Sá é um desses exemplos típicos. Ou melhor, exemplo e modelo de vida no que diz respeito à maneira de encarar e enfrentar os grandes problemas.
É preciso admitir que bons exemplos sempre são importantes para todos nós, assim como uma boa orientação. Dessa maneira, que tal ler o artigo sobre carência afetiva, produzido pela psicóloga Sandra Justi Bezerra? Entre outras questões, ela aborda uma queixa frequente de muitas pessoas: um vazio que se tenta preencher, muitas vezes, por meio do consumismo, da alimentação compulsiva ou ainda pela busca de relacionamentos.
A boa orientação é uma das bases de uma vida saudável. Por isso, sugerimos também a você a leitura da matéria sobre retocolite ulcerativa, que tem como principal sintoma a diarreia seguida de sangramento. Bem entendido: sugerimos estes e os demais temas de agosto, porque estão recheados de conceitos e informações que, indiscutivelmente ajudam na melhor qualidade de vida.

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