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Déficit de atenção em adultos Até pouco tempo, o déficit de atenção era um distúrbio abordado quase que exclusivamente em crianças.![]() Acreditava-se que os sintomas desapareciam na adolescência ou no início da idade adulta. Para alguns autores, entretanto, este transtorno persiste em até 50 a 70% dos portadores na vida adulta, embora com quadro clínico modificado com o passar do tempo. Estima-se que a prevalência no adulto chegue a 1 ou 2%, enquanto que na criança mostra-se em torno de 3 a 5% da população. Não se trata de um distúrbio adquirido ao longo da vida, mas sim de algo que acompanha o indivíduo desde o início. Estudos recentes falam a favor de se tratar de alteração neurobiológica, sugerindo-se eventual déficit de neurotransmissores (dopamina e noradrenalina) ou déficit na função lobo frontal, mais precisamente no córtex cerebral pré-frontal. Na avaliação, é importante investigar o desempenho escolar desde a infância, bem como informações fornecidas pela família ou pelas pessoas que convivem como o paciente. O déficit de atenção pode ser predominante ou não vir associado à hiperatividade. O diagnóstico é clínico. As queixas mais comuns do paciente ou familiar no consultório são: falta de organização, distração no trânsito, esquecimento, inquietação ou impaciência, atrasos em compromissos, dificuldade em iniciar ou terminar uma tarefa, incapacidade de manter-se atento a uma palestra ou leitura, problemas de relacionamento conjugal e prejuízo no desempenho acadêmico ou profissional. Não é rara a associação com comorbidades psiquiátricas, como: distúrbios depressivos, ansiosos ou obsessivos, alcoolismo e abuso de drogas, distúrbios antissociais ou delirantes, que também devem ser tratados. Somente o especialista deverá conduzir a terapia medicamentosa de forma criteriosa, em geral, com psicoestimulantes. [...] Leia mais na revista Mídia e Saúde - Dezembro Por Dra. Luiza Satie Tazo |